
Santificado seja vosso nome
Uma das razões da sobrevivência, e até mesmo do sucesso, da comemoração do Dia Mundial do Teatro, é o fato de não haver discriminação. A festa é de todos, é a confraternização dos contrários. Nesta noite não funciona o apartheid cultural que impera o ano inteiro, nas patotas, no establishment intelectual da cidade. Pelo menos esta é a intenção do Balaio. Isto não tem sido fácil. Cada gangue cultural quer ter a exclusividade da qualidade e do bom gosto.
O fato de não ser um prêmio excludente, não é o "melhor do ano" e sim vários destaques, também ajuda. Não cria competição, quando muito, é a confraternização dos contrários. Escolher o melhor entre coisas subjetivas e heterogêneas sempre é difícil quando não injusto. Arte não é esporte. O método de aferir é subjetivo. No esporte vence o mais hábil. É visível que nadou mais rápido ou o corredor que chegou na frente.
Esta 18º edição reflete os acontecimentos do ano de 2003. Um ano que será lembrado no futuro por vários acontecimentos singulares. Não vem ao caso agora relatar. Todo ano tem suas características peculiares. Dizem até que 1958 não terminou.
Alguém diz, no site da Daniella que não é um prêmio sério. E não é mesmo, é uma brincadeira, uma confraternização na data do teatro. A comédia é um gênero teatral válido. Ou não e? E não é prêmio Balaio, é Destaques do Ano, viu? Triste é quem me liga pedindo homenagem. O ego exacerbado de alguns só admite o aplauso para si próprio, mas destes a gente sente pena.
Menos polêmico, é O Troféu Carlos Câmara, entregue na mesma noite. É a canonização do artista do teatro cearense. Sua entrada no hall da fama, no pantheon do nosso teatro. As grandes personalidades já ganharam ou vão ganhar. Evidentemente que algumas estão acima do prêmio, e valorizam ele. Outras são valorizadas por ele (prêmio). No Troféu, sim, minha opinião vale alguma coisa. Nos destaques, não tenho culpa.
Desde seu inicio do troféu levou em conta somente a validade dos trabalhos prestados ao teatro e não a classe social dos agraciados. Foi Eduardo Campos quem chamou atenção para isso. Logo na primeira Edição ganhou Nadir Saboya, dama da sociedade e Clóvis Matias, artista bem mais humilde, terminando como porteiro do TJA. Também ganhou Aderbal Júnior (atual Freire Filho), atuando no Rio. São basicamente estas as três tendências. Não é um prêmio para agradar aos poderosos, aos donos da verbas, e da cultura oficial. Nadir ganhou a Sereia de Ouro, depois. E disse que o Troféu Carlos Câmara, para ela, tinha uma importância afetiva maior.
Palco & Platéia
Como tem Costa no teatro cearense. E nenhum deles é parente. Para só citar os que trabalharam comigo: Liliana Costa, Denise Costa, Roberta Costa, Francisco Costa. Depois escreve sobre a grande família Costa.
Teve até outro Marcelo Costa, que trabalhou na peça "Os Gatos" produzida por Caio Quinderé. Não era eu.
"EU NÃO TINHA ESTE ROSTO DE HOJE,ASSIM CALMO, ASSIM TRISTE, ASSIM MAGRO... EM QUE ESPELHO FICOU PERDIDA A MINHA FACE ?" Cecília Meireles - "Retrato"
O QUE VAI SER CONVERSA DE CAMARIM 02 O MONÓPOLIO DO CONHECIMENTO VOU LHE PRESTIGIAR A VERSÃO DOS VENCIDOS APESAR DE VOCÊ... O TEATRO SOU EU SÃO GENÉSIO ANEDOTÁRIO 09 AS ESTRELAS NÃO BRILHAM DE PERTO 10 SIC TRANSIT GLORI 11 AS UVAS ESTÃO VERDES